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Você está visitando meus sonhos, pensamentos, desejos, devaneios e viagens traduzidos em rimas. Cada dia uma poesia, minha vida. Desde 2001.
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Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
O Fim
Meu amor
Eu quase não posso acreditar
Mas a verdade é que acabou
E que não demos certo enfim
Quem nos viu no inicio
Juntos em beijos apaixonados
Ardendo de paixão
Jamais apostaria
Que tudo isso um dia iria acabar
Toda paixão um dia se acaba
E até mesmo o amor
Pode acabar em nada
Tantas lágrimas derramadas
Neste triste final
Poderiamos evitar tanta coisa
Se tivéssemos coragem de dizer adeus
No momento certo
E poderiamos ver as estrelas juntos
Sem ter deixado o amor acabar
Tantas promessas descumpridas
Tantos sonhos não realizados
Porque não soubemos dizer adeus
Porque não fomos honestos com nós mesmos
E só tivemos a coragem de sofrer
Mesmo sabendo que não daria certo
Toda paixão um dia se acaba
O amor um dia se vai
E quem vê não acredita
Mas quem vive não
Quem nem ao menos duvida
posted by Alexandre dos Santos Silvano
4:33 PM
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Domingo, Janeiro 28, 2007
As amizades perdidas
Eu não sei qual foi a última vez
Nem ao menos onde
Nem mesmo como
Ou porque
Mas foi (...)
Eu virei as costas
Apenas segui meu caminho
Você pegou sua estrada
E nunca mais nos vimos
Assim é (...)
O pior é que eu não sabia disso
Porque se soubesse
Lhe daria um último abraço
Pediria para não nos deixarmos
Mas nos deixamos (...)
Essa é a poesia repetida
Porque posso contá-la mil vezes
A mil pessoas
Em mil dias
Todos que não vi mais (...)
De alguns me despedi em uma sala de aula
Outros se foram depois de uma cerveja despretenciosa
Outros por telefone
Outros na rua
E se foram um a um (...)
E novos amigos apareceram
E povoaram minha vida
Mas em meu coração caberia todos
Até mesmo porque já ocupam espaço
Em forma de saudade (...)
E assim foram amigas
De confidências e carícias
E assim foram amigos
De cerveja e fumaça
De violão nas calçadas (...)
Se eu soubesse
Lhes beijaria a face
Como forma de um último adeus
E também roubaria beijos seus
Escreveria poesia (...)
Me despediria
Decoraria para não esquecer
E daria sempre mais um jeito
Da nossa amizade durar muito mais
Amizades não se acabam jamais (...)
posted by Alexandre dos Santos Silvano
11:41 PM
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Sexta-feira, Janeiro 26, 2007
QUERIA EU
Queria eu voar
Ser livre
Ver tudo
E te encontrar
Queria eu me calar
Escutar somente
Ser apenas mente
E te escutar
Queria eu ser invisível
Esconder somente
Ser apenas sombra
E te observar
Queria eu ser
Mas esse não é meu ser
Mesmo sabendo que posso ser
Há outras coisas tantas que gostaria eu de ser
Queria eu
Voar calado e invisível
Como a sombra livre que tudo vê e escuta
Te escutar e observar
Te encontrar
posted by Alexandre dos Santos Silvano
5:08 PM
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Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
VITILIGO
Meus dedos que lhe apontam
Já foram normais um dia
Todos tinham o mesmo tom de cor
E não tinham todas estas manchas
E a cada dia que passo
Elas passam a ser maiores
Mudando minha cor lentamente
Me tornando um ser estranho a mim mesmo
Percebo manchas no rosto
Que se espalham pelo meu corpo
Sou eu lutando comigo mesmo
São minhas células guerreiras e cegas
Que me destroem como se eu fosse o inimigo
Me sinto um negro sofrendo preconceito
Mas estou mais branco a cada dia
Vitima de olhos e corpos normais
Fuzilando a mim que não sou mais
posted by Alexandre dos Santos Silvano
10:20 AM
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Terça-feira, Janeiro 16, 2007
A volta
Uma ultima gota de frio
Sozinho posso prever
O que vai acontecer
Com quem deseja ser livre
Mas não quer sair do lugar
Nem ao menos dar uma volta
Apenas desejando ser feliz
Por estar tão livre
Percebo que muitas pessoas poderiam tentar
Mas não conseguem lutar
E não percebo que estranhos tem conseguido tentar
Mesmo sendo estranhos em terras distantes
Então quando eu lutava em terras distantes
Tinha tanta vontade de voltar
E ver a minha terra
E poder sonhar
E as batalhas distantes me deixaram marcas
Que serão tão difíceis de sair
Uma outra mancha branca nas minhas mãos
E os olhares despistados de todos
E agora luto mas estou tão perto
Eu posso sentir
E agora até as batalhas parecem ser melhores
Porque estou em casa
Lutando por ela
E toda dor se fez pequena
Não desvie seus olhos quando eles se encontram com elas
pela primeira vez
Algumas delas são marcas de coisas boas, outras de coisas más
Outras aparecerão enfim, vindas de outras guerras
Então não fique tão constrangido
Não se importe se posso lutar para qualquer um dos lados
Como um coreano
Certas lutas que perdemos são as melhores
Para aprender a lutar
Uma outra chance poderá estar tão longe e tão perto
Como se alguém me contasse uma história
Então finjo que acredito quando alguém me fala
Talvez você esteja ficando cada dia mais louco
Voluntariamente
Os voluntários estão marchando
Existe o silêncio e eu só escuto o bater de botas
Não existe medo, mas existe resignação
Os olhos cerrados dos soldados procuram os meus
Eu estou no front esperando a chance de começar
O frio, a fumaça e a neve o que mais fará com que eu atire...
Então estão todos morrendo na minha frente
Eu sobrevivo porque já estive em batalhas piores
Eu sei o que vai acontecer com quem ficar
Eu sei sobreviver novamente
Eu vejo tolices lançadas ao céu
Eu vejo crianças brincando de serem adultas
Eu posso sobreviver novamente
E lhes dizer adeus novamente
Não existe política, ética ou nada nesta guerra
Só minha sede de sobreviver
E dizer-lhes adeus novamente
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:21 AM
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Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Mar morto
De frente para o mar escuto meu coração
E vejo o barulho das estrelas cadentes do mar
E a imensidão passa a exibir minha vida
Onde eu e a natureza somos meros espectadores
Então as encruzilhadas são relembradas
E me fazem pensar no que poderia ter sido
E sonho com situações perfeitas
Como se esquecesse de que todos os caminhos têm suas pedras
E sinto cheiros de tantos tempos atrás
E me lembro de músicas que não escuto mais
Relembrando lugares que jamais voltei
Relembrando promessas que nunca cumpri
Quase penso que aquilo tudo não é meu
Mas minha emoção me lembra do contrário
Lá estão minhas verdades absolutas e momentâneas
Todas naufragas de um mesmo mar
Escuto fotografias, é minha mente registrando tudo
Porque pensar no passado também é viver
E a inutilidade pode também ser necessária
Fazendo-me crescer e viver
posted by Alexandre dos Santos Silvano
10:29 AM
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Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
Tudo aquilo que você perdeu
No seu quarto escuro
Não existem janelas
Você não quer mais ver o sol
Você poderia ter sido feliz
Dá para acreditar ?
Você teve tudo e não quis
Jogou fora para sempre
O que poderia ter sido
Para você é uma distante lembrança
Que te faz tremer ao se lembrar
Que você teve tudo e não quis
Que você era feliz e não quis
Porque fez a escolha errada
Você não pode mais ver o sol
Tremendo de frio na seu quarto escuro
Que poderia estar mais feliz agora
Dá para acreditar?
Você é isso porque quis
Você teve tudo e não quis
posted by Alexandre dos Santos Silvano
10:49 AM
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Sexta-feira, Janeiro 05, 2007
HISTERIA
Quando penso
Minha mente
Fica pior
Porque não consigo te esquecer
Eu me lembro
De dias bons
Eu não os tenho mais
Nem a você
Eu desejo por mais uma noite
Gostaria de mais uma noite
Para parar com estes sentimentos
Para fazê-los parar
O que eu tenho
Não adianta tratar
É como mágica
Nunca vai parar
Meus olhos
Que te viram perto
Estão procurando
Sem te encontrar
Minha boca
Que sentiu seu gosto
Está fechada
Sem nada a falar
Eu gostaria de mais uma noite
Te ver novamente
Sentir seu gosto na boca
Quem acredita em mim ?
Quando me vê triste assim
Até eu posso
Ter um caso de história triste
Vem comigo...
Vamos nos encontrar
Mais uma noite
Mais uma vez
E nunca mais
Eu pedirei de novo....
Eu gostaria de mais uma noite
Te sentir mais uma noite
Te olhar a noite inteira
Porque ? Por que ? Por quê?
Sem você...
Inspirado na música Hysteria - Def Leppard
posted by Alexandre dos Santos Silvano
11:13 AM
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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007
Andarilho
Onde está a calmaria?
Onde estão as fadas que brincavam nos jardins
E vez por outra soltavam encantos brilhantes
Com as suas varinhas
Onde estão os anjinhos
Que brincavam nas nuvens
Sem roupa, sem pudor, sem vergonha
Com seus cabelinhos cacheados
Não foi eles quem sumiram
Fui eu quem parti
E fui à china atrás dos segredos orientais
E fui à índia dos gurus
E procurei em castelos medievais
Corri o mundo tentando achar o que eu já tinha
Como se corresse atrás de mim mesmo
E vi as guerras
E vi a fome matando as pessoas
E vi lavouras sendo perdidas
Enquanto a chuva castigava
Enquanto o sol queimava
Meus pés que todo mundo correram
Explodiram-se em bolhas de sangue
E cada gota trazia a impressão de algum lugar
Eu vi coisas terríveis e adoráveis
Eu sofri e fui feliz
Enquanto procurava pelo mundo
Tudo aquilo que aqui deixei
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:03 AM
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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
acidente no ar
E quando o avião subir
As coisas vão mudar novamente
E me deixarão doido
Porque uma vez no alto
Não se sabe o que acontecerá
Com seus passageiros
Uma outra viagem
Um outro destino
Um outro acidente
Senhores passageiros
É hora de deixar
As bagagens para trás
Para onde vamos não precisamos
De identidade, nem de celulares
Da janela pode se ver as estrelas
Junto da lua, a cima das nuvens
É uma viagem tranqüila
As pessoas não tem medo
Uma ultima refeição é servida
Todos sabem o que vai acontecer
Há expectativa no ar
Uma criança começa a chorar
E então acontece
A nave dá voltas em si mesma
E jornais e folhetos voam pelos ares
Não precisamos mais de celulares
Veja ! Estamos livres
Eu vejo negros e brancos sorrindo
As crianças pararam de chorar
Estão todos juntos a cantar
Alguns se lembram de dizer adeus
Outros se lembram de dizer a Deus
É pena que nem todos podem ir
Alguns terão de ficar para trás
Farão outras viagens
E sobreviverão a outras mais.
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:08 AM
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Terça-feira, Janeiro 02, 2007
2007
Um ano ímpar
Eu e meu par
Não sei o que será
Mas irei comemorar
Foi a chuva que germinou a semente
Que lá em 2005 fui plantar
Pedindo coisas que aconteceram
Como quem incentiva a sonhar
Eu vi os fogos de Santo Antonio do Monte
E as águas do mar de furnas que o homem fez
Eu estive com pessoas queridas
Eu comecei o ano feliz mais uma vez
Nem todos estavam lá
Alguns se foram para sempre
Outros foram para outro lugar
Então que venha dois mil e sete
Se tens fé, reze mais
Se tens amor, ame mais
Se tens esperança, sonhe mais
Se tens poder, ajude mais
Se tens tudo, doe mais
Dois mil e sete vezes mais !
*Cada dia uma poesia agradeçe a todos pelos votos de feliz ano novo e deseja 365 dias de pura poesia em 2007!*
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:07 AM
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