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Você está visitando meus sonhos, pensamentos, desejos, devaneios e viagens traduzidos em rimas. Cada dia uma poesia, minha vida. Desde 2001.
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Sexta-feira, Março 23, 2007
Os anjos continuam a chorar
E morreu a esperança
E agora que temos sede, lembramos
Costumeira ingratidão
Que repercute na sede em que estamos
Viramos nossas costas
E nossas canetas e jornais
Não noticiamos
E agora queremos simplesmente gritar
Enquanto o assassino mata mais
Nem sequer ouvimos mais
Para os podres a liberdade
Para os mortos a saudade
E morreu a esperança
E agora que temos sede, lembramos
Costumeira ingratidão
Que repercute na sede em que estamos
Viramos nossas costas
E nossas canetas e jornais
Não noticiamos
E agora queremos simplesmente gritar
Enquanto o assassino mata mais
Nem sequer ouvimos mais
Para os podres a liberdade
Para os mortos a saudade
E o calor nos mata
Derretendo nossas idéias
Fazendo de cinzas nossos ideais
Tornando antigos pesadelos reais
E o assassino confessou
E o assassino foi preso e fugiu
E foi condenado mais e mais vezes
E vive hoje a liberdade graças ao nosso código civil
Em homenagem ao "anjo" Chico Mendes
posted by Alexandre dos Santos Silvano
12:29 PM
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Quarta-feira, Março 21, 2007
O peladão da Avenida do Contorno
O que faz o homem nu
A caminhar pela Avenida do Contorno
Ás 08:00 h da manhã ?
Além do traje inteiramente pelado
Na face, além da barba, uma altivez de empresário
Olhos fixos, despido de sorriso
Como se o mundo vestido é que estivesse errado
(Talvez esteja certo o homem pelado)
No peito, não usava nada nem mesmo gravata
Era o peito aberto com despeito
Despeito daqueles que riam dele na calçada
Para ele a população que ria é que estava errada
(Talvez estar pelado não seja necessariamente a coisa errada)
Usava também uma barriga magra de operário
Sonho de corpo magro de muito empresário
Barriga que sentenciava o fundo do posso societário
Ele não queria ser gordo ou ter um terno no armário
(Talvez o operário sonha em ser empresário e o empresário sonha em ser operário)
Suas "vergonhas", como diziam os portugueses
Também estavam nus e a mostra
Bunda e genitais que vemos em teatros, cinemas, TV`s e revistas
Que na rua não passam de imagens pessimistas
(E o nu das ruas é feio, mas o mesmo nu na mídia é arte)
Seus passos firmes desmereciam o desdém das pessoas que ali estavam
O homem nu seguia como se usando sapatos com saltos que estalam
Não ligava nem mesmo para as fotos deles agora em celular
Vestido de elegância e firmeza, ali estava o nu a caminhar
(Mesmo quando não se tem nada é preciso erguer a cabeça e caminhar)
No conforto do meu carro, vejo pela janela o homem nu passar
Imagino tudo que se passou até o momento que na minha vida ele foi cruzar
Um homem nu no passeio da Avenida do Contorno enquanto vou para o trabalho
Mais vestido que muita gente que de vergonha não possui nem um retalho
(Não podemos olhar as cenas da vida como se estatizadas em um retrato)
Nota do autor: Como somos hipócritas aos ver um nu normal na rua e ficarmos meio que chocados, ou até mesmo acharmos engraçado. Na Avenida do Contorno, além do homem nu, muitas pessoas riam, tiravam fotos, como se estivessem em um zoo. Minha vontade foi de gritar pela janela do carro "Mandou bem doidão !!!". não fiz nada disso e fui trabalhar, porque a vida continua. Nua e crua.
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:14 AM
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Terça-feira, Março 20, 2007
Change
Se procuro uma alternativa
Ela pode ser várias
Algumas quase ao meu alcance
Mas nenhuma na palma da minha mão
É quando meus papéis voam
E não sei como fazer
Talvez mudarei o jeito de vir
Talvez não pararei mais
Preciso de uma saída
Para chegar onde posso mais
E quando vejo seu sorriso
É por ele que luto
Mesmo que possa me machucar
Pois sem ele não moveria
E jamais sairia do lugar
Ou viajarei para longe
Indo e voltando sem parar
Não me importa aeroportos lotados
Se terei você quando chegar
Então estarei horas e horas
Perdido em meio a papeladas
Cobrando atitudes impensadas
Em troca de atitudes bem remuneradas
posted by Alexandre dos Santos Silvano
12:30 PM
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Quinta-feira, Março 08, 2007
Dia da mulher
Lembro da primeira mulher que conheci. Era Nossa Senhora que me pegou pela mão e disse com uma voz suave e tranquila: "- Está na hora de ir..."
E daí conheci a segunda mulher que é minha mãe aqui na terra, Ediléia, cuidadosamente escolhida pelo plano espiritual. Sucessivamente foram enfermeiras, tias, minhas avós (Gabriela e Nair) e minha madrinha Nilza que até hoje me dá todo carinho do mundo. Pelo meu caminho passaram muitas e muitas outras mulheres... Lembro da tia Ana do Jardim... Professoras, primas, amigas... Pela minha adolescência passaram tantas outras mulheres que amei e jurei amor eterno... tive namoradas incríveis, amigas sinceras e cúmplices como Ana Luiza que está no céu e até hoje me faz rir das suas artes. Por onde trabalhei encontrei mulheres atraentes, competentes, carentes e surpreendentes. Muitas como a saudosa "Dona" Ângela que hoje virou uma Ângela mesmo.... Ah... quantas mulheres conheci, convivi, amei, briguei, magoei, emocionei.... Certo dia, com minha irmã Janaina conheci Giovana. E ali meu destino fadou-se a estar ao lado de uma mulher ao longo de minha vida. Casamos, vivemos e estamos aí lutando juntos, nos completando. Muitas mulheres ainda virão e passarão em minha vida, talvez eu até gere uma filha. O certo é que hoje, nesse dia inteiramente dedicado a todas as mulheres, cada dia Uma Poesia se rende a todas elas sem as quais o plano terrestre já teria se desmoronado há muito tempo. Parabéns Mulheres ! Parabéns Maria nossa Mãe, Ediléia, Gabriela, Nair, Nilza, Efigênia, Edna, Edlamar, Edlene, Sônia, Pri, Ana Paula e Julia, Rô, Dani e Valéria, Amanda e Isabela, Luiza e Julia, Alessandra, Cassia, Renata, Fernada, Arla, Tia Ana, Vanda, Roseli, Fernanda e Michele, Patrícia, Dani Ribas, Soraya, Cristina, Sandrinha e Céfora, Melissa, Raquel, Rejane, Fabiana, Fabíola, Mara, Mariana, Manoela, Emanoely, Sara, Vanessa, Clarice, Teresa, Cleide, Suzy, Katia, Cintia, Elen, Silvia, Tamara, Barbara, Silvana, Morgana, Maria, Erica, Helena, Carla, Ana, Juliana e Catarina, Clementina, Flor, Pamela, Silvia, Sylvia Saint, Camila, Alessandra, Alexandra, amália, Roberta, Rose, Daniele, Creuza, Cleuza, Pamela, Paula, Cris, July, Junia, Beatriz, Bia, Bianca, Bela, Quenia, Kely, Carol, Rosilene, Riane, Rinara, Rubia, Gilmara, Janaina, Jane, e muitas, muitas outras mulheres !!!! Em especial à minha metade mulher chamada Giovana que todos os dias me ensina o grande valor que toda mulher tem !
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:42 AM
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Quarta-feira, Março 07, 2007
Não esqueça de sonhar
(dance!)
O tempo as vezes pára
E as coisas não acontecem
É você parado
Enquanto o mundo se movimenta
E a cabeça voa
Levando seus pensamentos
Produzindo seus sonhos
Criando novas vontades
E quando tudo parece estar perdido e estagnado
Alguma coisa se mexe
Minimamente milimétrica
E você sente a esperança
Mova-se, dance-se, viva-se !
Grite sem medo, chore se quiser !
Não se importe com os demais
Proporcione-se !
Sinta o ritmo da vida
Pulsando em batidas regulares
Enquanto espera as coisas acontecerem
Dance ! (Pergunte "e daí ?!?!")
Deixe as luzes piscar
Sinta a batida lhe abraçar
Não pare no lugar
Jamais se esqueça de sonhar
Grite, dê boas gargalhadas da vida
Ela merece !
Eleve seu astral e sinta a energia produzida !
Mantenha-se sempre em festa !
posted by Alexandre dos Santos Silvano
5:00 PM
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Segunda-feira, Março 05, 2007
Eclipse humano
A poderosa sombra da terra cobriu a lua
E mesmo assim ela brilhou vermelha
Um vermelho tinto feito vinho
Um vinho vermelho tinto
A sombra da terra cobriu os homens
E fez deles eclipses ambulantes
E diferente da lua eles não brilharam
E no seu próprio escuro assim ficaram
A lua voltou a si minutos depois
Com a paciência dos sábios
Ela voltou a brilhar novamente
Como se o sol viesse arrependidamente
Os homens nunca perceberam
Com a cegueira dos tolos
E não voltaram por não saber ter ido
Como se fossem os donos do infinito
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:21 AM
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Sexta-feira, Março 02, 2007
Minha voz tem razão.... Não posso entrar em férias mentais.....
As montanhas da minha janela
Olhe estas montanhas
Onde o homem foi caminhar
São belas e é inacreditável
Que um dia elas foram mar
E quando vejo
As coisas mudando
Acho que posso ter sido
Um mar também
Altas montanhas
Altas histórias
E um dia andei por lá
Mas hoje eu estou aqui
Vivo e olhando para elas
Não.. eu não vejo mais a fumaça
E os cuspidores de aço
Não escuto os estrondos
Fui embora sem estardalhaço
E nem onde minha vista enxerga
O que eu já senti
Estando lá
Estando preso lá
E nunca mais
revivi aquelas montanhas
Que um dia foram mar
E não há como voltar mais
Não há como navegar de novo
Não há mais mar
E nem tão pouco desejo voltar
posted by Alexandre dos Santos Silvano
4:37 PM
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