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Você está visitando meus sonhos, pensamentos, desejos, devaneios e viagens traduzidos em rimas. Cada dia uma poesia, minha vida. Desde 2001.
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Terça-feira, Abril 24, 2007
Mudança
Meu navio seguia em mar calmo
Minha carta estava definida
Não era um caminho de pedras
Era uma viagem tranquila
E sempre via a mesma paisagem
E via pouca coisa mudar
Até o sol em mesma posição
Nada havia para reclamar
Então resolvi que não era isso o que eu desejara
Porque tudo isso me fazia mal
Não gostava do caminho que percorria
E não me apetecia meu futuro natural
E içei as velas do meu navio
E saboreei os ventos do meu destino
Deixei para traz meu mar tranquilo
E a um mar desconhecido me entreguei
E tive momentos em companhia do medo
E o mar agitado me provocou incerteza
Haviam pedras que eu não conhecia
E no caminho nem sempre existiu beleza
Mas também conheci outros lugares
E pude conhecer navegadores de outros mares
Pude sentir a força e o temor de uma tempestade
Que me proporcionou saber o que fazer
E a cada dia de tempo aberto
Aproveitei por não saber o que o amanhã pode trazer
Sou o senhor das minhas ações
E sei quanto vale cada preço que pago
Sinto me forte por ter conseguido
E realizado por ter mudado
posted by Alexandre dos Santos Silvano
11:42 AM
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Sexta-feira, Abril 20, 2007
Sem valor
E o que penso é apenas em ir embora
E esquecer de vez meus devaneios
E deixar de acreditar no que pode ser
E sepultar minha última vontade, ainda que mínima, de ficar
Vivenciar problemas de outras terras
E estar mais longe do poder
Para que não precise enxerga-lo tão nu
E não produza mais o sentimento de que ele é mais feio que eu
Quero apenas te deixar e te esquecer
E não quero saber do teu sucesso
E não quero desejar teu fracasso
Quero apenas lhe esquecer
Nem sequer um minuto ter notícia suas
E me sentir arrependido por ter partido
Quero me lembrar sempre dos seus desacertos
Quero ter a certeza, ainda que falsa, de que eu estava certo
Quero poder parar meu carro sem me lembrar do seu
Receber minhas cifras e esquecer tudo aquilo que você não me deu
Não quero me lembrar do lugar que eu ocupava
E de que ele era bem diferente daquilo que você me prometeu
E jamais quero me lembrar da sua imagem
Da bela cidade iluminada a teus pés
Vou esquecer de falar as tuas línguas
Não escutarei os lamentos dos que já estiveram com você
Por fim, você será um registro antigo em meu livro azul
Uma conta perdida nos meus registros
Um período de transição esquecido
Algo que nunca mais ouvi dizer
posted by Alexandre dos Santos Silvano
3:43 PM
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Segunda-feira, Abril 16, 2007
Psicografia a mim mesmo
Os dias cinzentos
Um dia vão estar limpos novamente
E poderá se ver o azul do céu
É possível se desejar um amanhã diferente
Então se deseja um emprego novo
E se tem vontade de viajar
Sua mente pode fazer tudo isso
Nunca limite a virtude de sonhar
E eu sei que muitas vezes as coisas não estão bem. Uma pessoa querida que se vai, uma outra que parece ter vontade de ir e não te escuta. Muitos sonhos que você deseja tanto, mas parecem às vezes estar tão longe que você se sente cansado e com vontade de apenas parar e descançar. Eu sei disso. Eu vivi e ainda viverei isso. Eu e todos a sua volta. É por isso que jamais podemos desistir. Esse é o curso natural, somos frágeis demais.
E as lagrimas que as vezes esperam só um pequeno motivo para transbordar dos solhos. Eu também as tive, as tenho e as terei algumas vezes em minha vida. E se não gosta que as pessoas vejam, vá ao banheiro e chore. Porque o melhor da vida é fazer as coisas do jeito que se gosta, sem se exigir ser forte, não chorar. Sem se exigir ser transparente e chorar na frente dos outros. Apenas respeite o que você é e a sua vontade de ser o que é.
As nuvens negras se aproximam e a tempestade parece ser certa. Mas a tempestade só é ruim se ela destroi sempre as mesmas coisas. Hoje digo que construí minha morada na rocha, e o que ela destruiu antes me fez aprender a construir o que ela não consegue destruir mais. Isso não mudou o mau tempo, porque não podemos impedir as tempestades. Mas hoje posso vêla da janela sem que ela destrua tudo que tenho novamente. E quando o sol nascer, apenas algumas telhas estarão fora do lugar e haverá apenas meu jardim para replantar.
Os dias cinzentos
Um dia vão estar limpos novamente
E poderá se ver o azul do céu
E talvez nem todos que você gostaria poderão estar com você. Porque cada um tem seu caminho. Porque cada um tem que seguir o seu caminho. E se você estiver em harmonia com você mesmo, a ausência será uma lembrança boa no seu coração.
É posível se desejar um amanhã diferente
Enquanto todos brigam no escritório, sua mente está livre e não sofre as consequencias disso tudo. Uma palavra sua, um sorriso seu... Você pode mudar as coisas com muito pouco.
E se seu pai se acaba em depressão e alcool, e se a energia da sua mãe parece cada dia menor. São as suas palavras que podem mudar isso também. É a diferença em forma de recompensa. É o resultado de toda a sua vida, que te trouxe até este ponto. E você está preparado para arregaçar as mangas. E você pode mudar o mundo, mas antes disso tente mudar apenas o mundo a sua volta. Se cada pessoa desse mundo que lhe rodeia for estimulada a fazer o mesmo, você será incapaz de enxergar até onde as coisas estão mudando para melhor, mas será capaz de senti-las.
Então você vai poder viajar, ter seu emprego novo. Então você vai poder ver seu filho nascer e crescer. E ser como você...
E poder mudar o mundo também....
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:44 AM
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Sexta-feira, Abril 13, 2007
Noé do futuro
Enquanto todo o sistema cai de joelhos
Tramo minha partida
Minha nave está no cais
Apontada para as estrelas flamejantes
Vou passando pelas ruas
Tirando fotos que reavivarão minha memória
Em uma nova estrela
Em um novo sistema
Em minha nave, um laboratório
E milhões de DNA`s
Quero todas as espécies que sobraram
Uma nova estrela para povoar
E Não levarei políticos e livros de política
Não deixarei entrar na nave sequer um livro de economia
Eles não podem saber da partida
Pois tentarão me impedir
Querem que o sistema se destrua
Pensam em lucrar com o que estar por vir
As sombras da noite me protegerão
E os reatores da minha nave já estão a funcionar
Hora da fuga em massa
Hora de colocar o plano a funcionar
Contagem regressiva e a nave desliza no ar
Os últimos sobreviventes de uma terra que já foi linda
Uma nave clandestina passa pelo radar
Estamos todos tensos mas podemos sonhar
Uma nave antiga, rumo a outro sistema solar
Índios, brancos, negros, mestiços
Povos de todas as raças e a natureza em DNA
O espaço é tão inserto quanto nosso destino
Da escotilha um último adeus à terra
E anos luz mais tarde podemos escutar o estrondo
Era mesmo o sistema ruindo
posted by Alexandre dos Santos Silvano
11:21 AM
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Terça-feira, Abril 10, 2007
Embora
E adormeceu.
Foi-se embora feito passarinho, caído de árvore.
Foi-se embora feito sol de tarde, com seus raios teimosos e insistentes como fios de vida.
Foi-se embora feito noite, que deixa saudade em forma de orvalho para ser lembrada.
Já no céu, foi voando pela cidade afora. E era de noite.
E passava elas ruas de madrugada e via uns poucos bêbados resistentes.
Aquele silêncio longe e clássico que só as madrugadas tem.
Era uma boa hora para ir embora, pensou suspirado.
Voava cada vez mais alto e via os pontos de luz amarelados.
Contemplou lugares que jamais foi, mas que desejou ter ido.
Mas não ficou triste e apenas sorriu sereno. A morte é serena.
Despediu da noite, desejou o sol pela última vez.
E adormeceu.
Foi-se com o corpo suspenso, produzindo a leveza que sentia.
Foi-se com a cabeça tranquila, como se estivesse meditando.
E não fez questão de certos estilos.
E dispensou a rima.
Foi-se embora para sempre.
posted by Alexandre dos Santos Silvano
4:16 PM
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Segunda-feira, Abril 09, 2007
Trigésimo Quinto
Não estava preparado para trinta e cinco
E não deveria estar mesmo, porque não precisou
Saboreio uma sensação normal e boa
Que a idade hoje já não faz parte de quem sou
Melhor ainda, posso ser o que quiser
Posso ter dezoito e não saber de nada sem saber
Posso ter vinte e poucos e saber de um tudo que nada é
Posso ter trinta achando que já saber de um pouco que realmente é
Minha idade acabou em pizza
Aprendida desde a massa a crescer
Minha idade começou em pizza
Saborosa como a sustentável leveza do ser
E sou quase tudo que gostaria
Marido, amigo, leitor
Aluno, centrado, percebedor
Em meu aniversário ganhei sorrisos
Amigos na tranquilidade do lar
Minha família unida comigo
Minha esposa e seu jeito de me amar
Vozes vieram de longe
Ao telefone puderam me alegrar
E-mails mensagem recados
Pessoas que não puderam estar
Não estava preparado no trigésimo quinto
Nem sabia se aqui iria chegar
Mas aprendi que o numero não mais importa
Porque o importante é comemorar !
posted by Alexandre dos Santos Silvano
12:22 PM
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