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Você está visitando meus sonhos, pensamentos, desejos, devaneios e viagens traduzidos em rimas. Cada dia uma poesia, minha vida. Desde 2001.
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Quinta-feira, Junho 21, 2007
Parada de 5 minutos
(trekking)
Ao longe, ouvia um riacho tranquilo
ziguezagueando colina abaixo
trazendo água limpa e um friozinho
desaguando sob meus pés
então me ajoelho em reverência
E tomo da água do generoso riacho
Que molha minha garganta
que seca meu suor
Minhas mãos juntas trazem água ao meu rosto
Me sinto novo, revigorado
Pronto para prosseguir
mas não vou..
Fico ali mesmo escutando o barulho da água
Contemplando os peixinhos entre as pedras
Respirando o ar molhado
e olhando...
Montanha acima o rio em forma de cachoeira
Montanha abaixo o rio em forma de corredeira
Os raios de sol colorem o riacho
Transformando em ouro o espelho d`água
esquentando o frio
secando o sereno das folhagens
Meu cantil é generosamente cheio com água
amarro meus cadarços e ajusto minhas botas
reposiciono meu chapéu
reinicio a caminhada
Uma breve conferida em planilha
Reposiciono-me seguindo os ponteiros da velha bússola
Olho mais uma vez o riacho
Respiro fundo o seu ar molhado
olho para as colinas exuberantes de Minas
e sigo minha trilha
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:37 AM
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Terça-feira, Junho 19, 2007
Expectativas
O tempo passa
Mas para mim parece parar
Espero que as mudanças venham
Espero você chegar
Você me parece longe
Longe está meu destino também
Não sei se terei resultado
Pelo menos sei quando você vem
Ah e aguardo notícias
Olho para o telefone sem toque
Sem ring sem vibra
Sem noção de azar ou de sorte
Queria eu mudar de lugar
Queria eu partir e parar
Gostaria de começar a caminhar
Gostaria de ver você chegar
Freud não explica ou late
E fica atendo a cada portão que abre
Eu não sonho ou falo
E fico atento a cada telefone que toque
Queria eu ter a certeza de Cassia
Que meu telefone irá tocar
Tão certa como a certeza que tenho
De que você irá desembarcar
posted by Alexandre dos Santos Silvano
9:33 AM
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Quarta-feira, Junho 13, 2007
Meditação
Fechei os olhos e na minha mente nada veio
Foi minha primeira vez assim
Ficamos a sós eu, minha mente e meu corpo
Nada de pensamentos, lembranças, passagens
Nada de agonias, dia a dia, preocupações vazias
E vi minhas cores e as contemplei
E me vi como nunca havia feito antes
Meus olhos fechados enxergaram pela primeira vez
E vi coisas lindas
Pude sentir minha respiração
E e o fluxo de ar que entrava e saia de mim
Percebi meus pontos um a um
E soube exatamente quais eram fortes, quais não
Minha boca entoou mantras
Que fizeram me sentir a mente vibrar
Produzindo a percepção específica
Isolada de qualquer barulho
Pude ter a mente aguçada
Meus olhos enxergaram muito mais
Meus ouvidos escutaram em detalhes
E podia isolar e sentir cada parte do meu corpo
E desta forma me exaltei em felicidade
Uma sensação de prazer com o nada
Uma sensação de força armazenada
Uma sensação um pouco antes experimentada
Só que agora sem ajuda de nada.
posted by Alexandre dos Santos Silvano
12:35 PM
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